sexta-feira, 27 de março de 2026
Vocabulário da RPDC: Ontem e Hoje — 그루지야, 리뜨바, 라뜨비야, 에스또니야 e 몰도바
Vocabulário da RPDC: Ontem e Hoje — 이태리 e 이딸리아
Trata-se de mais um caso de nome de país europeu baseado no hanja que foi modificado, em meados da década de 1960, para uma forma que imita a pronúncia nativa.
Inicialmente, utilizava-se “Itaeri”, derivado do hanja “Yītàilì” (伊太利). No entanto, já na década de 1960, adotou-se a forma atual “Ittalia” (이딸리아), baseada na pronúncia italiana de “Italia”. Por outro lado, na República da Coreia, utiliza-se “Ithalia” (이탈리아), também como uma tentativa de imitação da pronúncia nativa, já que, se fosse baseada no inglês “Italy”, a forma seria “Itholi” (이털리).
Esse caso serve como um bom exemplo das diferenças de interpretação da pronúncia de línguas estrangeiras entre o Norte e o Sul. “Ittalia” (이딸리아) apareceu pela primeira vez no Anuário Central na edição de 1965.
Vocabulário da RPDC: Ontem e Hoje — 서서 e 스위스
Trata-se de mais uma mudança no nome de um país europeu, ocorrida em meados da década de 1960, com o abandono de uma forma derivada do chinês em favor de um nome baseado na pronúncia inglesa.
Inicialmente, utilizava-se “Soso” (서서), derivado do hanja (瑞西), com influência da forma japonesa (Suwisu), em vez da chinesa (Ruì xī). No entanto, em meados da década de 1960, adotou-se “Suwisu” (스위스), que também é utilizado na República da Coreia e se baseia no inglês “Swiss” (e não “Switzerland”, que significa literalmente “terra dos suíços”). Caso se optasse por imitar a pronúncia alemã, a forma seria “Syubaicheu” (슈바이츠), baseada em “Schweiz”, pronunciado “Shvaits”. “Suwisu” apareceu pela primeira vez no Anuário Central na edição de 1965.
Vocabulário da RPDC: Ontem e Hoje — 서반아 e 에스빠냐
Assim como no caso de Portugal, o nome para a Espanha na RPDC foi modificado, em meados da década de 1960, de um termo de origem chinesa para uma forma que imita a pronúncia nativa.
Inicialmente, utilizava-se “Sobana” (서반아), derivado do hanja “Xībānyá” (西班牙), mas o nome foi posteriormente alterado para “Esuppanya” (에스빠냐), com base na pronúncia espanhola de “España”. “Esuppanya” apareceu pela primeira vez no Anuário Central na edição de 1965. Na República da Coreia, utiliza-se “Supein” (스페인), forma baseada no inglês “Spain”.
Vocabulário da RPDC: Ontem e Hoje — 포도아 e 뽀르뚜갈
Trata-se de um caso interessante de abandono de um nome baseado no hanja em favor de uma adaptação do nome na língua nativa, ocorrido em meados da década de 1960.
Inicialmente, utilizava-se “Podoa-a” (포도아), derivado do hanja “Pútáoyá” (葡萄牙). Posteriormente, porém, adotou-se “Pporuttugal” (뽀르뚜갈), com base no nome “Portugal” na língua portuguesa. Trata-se também de um exemplo do uso característico de consoantes duplas (쌍자음) na RPDC. Na República da Coreia, utiliza-se “Porutugal” (포르투갈), que, embora soe semelhante ao português, baseia-se na pronúncia inglesa. “Pporuttugal” foi utilizado pela primeira vez no Anuário Central de 1965.
Vocabulário da RPDC: Ontem e Hoje — 불란서 e 프랑스
Vocabulário da RPDC: Ontem e Hoje — 오지리 e 오스트리아
Trata-se de mais uma mudança no nome de um país europeu, passando de uma forma baseada no hanja para uma versão inspirada no inglês. Inicialmente, utilizava-se “Ojiri” (오지리), derivado do hanja "Ào dìlì" (墺地利).
No entanto, durante o processo de modernização dos nomes — que envolveu a eliminação de substantivos próprios baseados no hanja, considerados desnecessários —, adotou-se, no final da década de 1990, a forma “Osuturia” (오스트리아), a mesma utilizada na República da Coreia. Esse nome apareceu pela primeira vez no Anuário Central na edição de 1999. Caso optasse por imitar a pronúncia original do país, poderia ser "Oesteraihi" (외스테라이히), do alemão "Österreich".
domingo, 22 de março de 2026
Vocabulário da RPDC: Ontem e Hoje — 웽그리아 e 마쟈르
Esse é mais um caso de mudança significativa no nome de um país. Até meados da década de 1990, na República Popular Democrática da Coreia utilizava-se 웽그리아 (Wengguria), derivado do russo Венгрия (Vengriya), enquanto na República da Coreia usava-se — e ainda se usa — 헝가리 (Honggari), derivado do inglês Hungary. Trata-se de um exemplo clássico da influência soviética na nomenclatura de países que integraram o bloco socialista.
No final da década de 1990, passou a ser introduzido o termo 마쟈르 (Magyaru), inspirado no nome do país em húngaro (Magyarország, “Terra dos Magiares”). O Anuário Central da RPDC registrou o uso de Magyaru pela primeira vez na edição de 1999.
sábado, 21 de março de 2026
Vocabulário da RPDC: Ontem e Hoje — 희랍 e 그리스
sexta-feira, 20 de março de 2026
Vocabulário da RPDC: Ontem e Hoje — 분란 e 핀란드
O caso da Finlândia é interessante porque a mudança do nome ocorreu em meados da década de 1960. Para ser mais preciso, oficialmente, o nome 핀란드 (Pinlandu) passou a ser utilizado em 1965, como se pode verificar no Anuário Central publicado naquele ano.
O nome anterior era 분란 (Punran), derivado do hanja "芬蘭" (Fēnlán, na pronúncia chinesa), que, assim como no caso da Austrália, poderia gerar confusão por coincidir na pronúncia com outra palavra de origem sino-coreana, 분란 (紛亂), que significa "desordem" ou "caos".
Vocabulário da RPDC: Ontem e Hoje — 독일 e 도이췰란드
Seguindo com a série de mudanças em substantivos próprios, temos o nome do país Alemanha, que passou por uma alteração significativa, gerando uma diferença clara entre o coreano dos dois lados da Península.
Inicialmente, utilizava-se 독일 (Tokil), palavra de origem sino-coreana (獨逸; Dúyì), presente na língua coreana há muito tempo. Contudo, chegou a existir na República da Coreia a forma 도이칠란트 (doichilandu) entre as décadas de 1970 e 1980, sendo usada com menor frequência em relação a 독일, então considerado o padrão para o nome do país europeu, mas que acabou se tornando obsoleta com o tempo.
Na República Popular Democrática da Coreia, a mudança ocorreu oficialmente no final da década de 1990, embora o termo já viesse sendo introduzido alguns anos antes. O anuário central utiliza 도이췰란드 (doichwilandu; do alemão Deutschland) pela primeira vez em 1999, mas há registros de materiais que já empregavam essa forma anteriormente, em meados da década de 1990. Foi também na transição de 1998 para 1999 que o nome 구라파 (Kurapa; transliteração do chinês e/ou do japonês 歐羅巴) foi oficialmente substituído por 유럽 (Yurop).
domingo, 15 de março de 2026
Vocabulário da RPDC: Ontem e Hoje — 호주 e 오스트랄리아
domingo, 8 de março de 2026
Vocabulário da RPDC: Ontem e Hoje — 회교 e 이슬람교
A palavra “islamismo” era chamada de forma diferente da atual 이슬람교 (i sulam gyo) até a década de 1990 na República Popular Democrática da Coreia.
Utilizava-se 회교 (hoegyo), uma palavra sino-coreana derivada do chinês 回教 (Huí jiào).
O último registro acessível em materiais norte-coreanos que utilizam a palavra 회교 data de fevereiro de 1992: 이란회교혁명승리 13돐에 즈음하여 연회 (Banquete comemorativo pelo 13º aniversário da vitória da Revolução Islâmica do Irã), artigo publicado pelo jornal Minju Joson.
Por exemplo, quando o ex-presidente — que posteriormente se tornaria Líder Supremo — do Irã, Ali Khamenei, visitou a RPDC em maio de 1989, as publicações norte-coreanas o anunciaram como 이란회교공화국 대통령 (Iran Hoegyo Gonghwaguk Detongnyong) — Presidente da República Islâmica do Irã.
Mas por qual razão a palavra hoegyo deixou de ser utilizada, dando lugar a isulamgyo?
Não há uma explicação oficial para essa mudança, mas existem algumas possíveis justificativas.
Pode-se considerar a hipótese de uma “modernização” terminológica da língua, já que Islam (inglês) e إسلام (árabe) tornaram-se amplamente difundidos em escala mundial. Entretanto, considerando que a RPDC nem sempre adota automaticamente tendências linguísticas internacionais, outra explicação parece mais plausível.
Ela está relacionada à própria origem histórica da palavra chinesa 回教 (Huí jiào).
Na realidade, esse termo se refere originalmente ao povo Hui da China, um grupo étnico majoritariamente muçulmano. Com o tempo, porém, passou a ser utilizado de forma generalizada para designar o islamismo como um todo, tanto na China quanto em outros países da região, por meio de suas variantes linguísticas.
Por essa razão, 회교 mostrou-se uma designação pouco precisa para a religião islâmica. Já 이슬람교, por aproximar-se da pronúncia árabe original, apresenta maior precisão e também se mostra mais compatível com uma postura linguística mais recente adotada pela Coreia socialista — a qual explicarei com mais detalhes em outras publicações — de valorizar a pronúncia original de substantivos próprios (고유명사).












